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Sempre adorei imagens, minha vida! Cinema me fascina, crianças me conquistam, um olhar me apaixona, a madrugada me chama, o vento me acalma, a chuva lava minha alma, a música me completa, a lua me encanta, o samba me requebra, o erro e as críticas me ensinam, o amor me intensifica, adoro arriscar, aprender, amo viver! Essa sou eu, turbilhão de emoções! Lucíola Villela

segunda-feira, outubro 19, 2015

Parque Madureira - A expansão

Relato da jornalista Ana Cláudia Souza:
"Era tanta a animação do casal de vizinhos que entrou na casa da minha mãe para contar a novidade, que ficou difícil prestar atenção em cada um deles, que falavam ao mesmo tempo, empolgadíssimos. “Tá muito legal lá”, era o resumo da fala de ambos, recém-chegados do Parque Madureira, ou melhor, da parte nova do Parque, inaugurada nesta segunda-feira 12 de outubro, feriado de Nossa Aparecida, Dia das Crianças e da inauguração de outro ícone da cidade, o Cristo Redentor. Ela com a roupa ainda molhada grudada no corpo, falava maravilhada das cascatas de água, a vedete dessa parte nova, chamada de Praia de Rocha Miranda. “Muito bom!”, elogiava. Ele contava que chegou cedo, às 8h30, e ficou esperando pela mulher, que teve que trabalhar de manhã, e pela inauguração da cascata, só feita com a presença do prefeito, por volta de meio-dia. “Ele passou rápido: chegou e saiu”, contou. Saíram lá pelas 14h e só não ficaram mais porque não sabiam que ia ser tão bom – e porque não tinham almoçado ainda. “Da próxima, a gente leva um isopor”, planejavam.
Como ficar indiferente? Contagiadas pela animação dos vizinhos, lá fomos nós (eu, a mãe e a irmã) rumo ao Parque Madureira, conferir a novidade. Parque lo-ta-do, gente de todas as idades, a turma do charme fazendo seus passinhos, uma roda de pagode acolá, o povo do skate, do patins, da bicicleta, do futebol, gente à beça fazendo piquenique na grama e nos lugares à sombra, cadeiras de praia, cangas, guarda-sol e isoporzinhos variados, parque abarrotado de crianças, de idosos, de jovens, quase nenhum lixo no chão. E as cascatas (um conjunto de três) são uma atração à parte.
A galera tomou conta do pedaço e a brincadeira era cantar um “oooooi, oooooi, oooooi” em ritmo de funk, marcando o batidão nas pilastras (talvez de ferro) que sustentam o teto e a estrutura por onde cai a água. Em determinado momento, esse coro molhado parava a batida e saía em disparada de uma cascata para outra (e quase todos na mesma direção), gritando um “oooooi” mais longo e jogando inevitavelmente água pra cima. Uma correria alegre, uma molecagem, um arrastão de alegria (impossível não pensar nessa imagem), um negócio que divertia quem participava e quem assistia.
Ainda em expansão, o mapa do Parque – do que já existe e do que ainda está por vir – era também uma atração e vi muita gente localizando o lugar onde mora nas referências indicadas no enorme painel sobre o tapume que esconde a o canteiro de obras. É bom se ver no mapa, pensei. Li que a próxima expansão acrescentará mais 2km ao Parque – esta agora o esticou em mais 1km. Nas ruas em torno, também era possível sentir a animação, em diversos bares e churrasquinhos nas esquinas, nas ruas e calçadas.
Entramos pelo portão que fica bem perto da estação de Rocha Miranda e de onde dá para ver o canteiro de obras por onde o Parque seguirá, em direção a Guadalupe, onde vai terminar. Dentro do Parque, olhando em direção a Madureira, o Morro de São José fica bem evidente, com a igreja em homenagem ao santo, pequenina e branquinha, lá no alto da pedreira. Nem todos os bairros são Madureira nessa grande área por onde se estende o Parque – Magno, Turiaçu, Rocha Miranda, Honório Gurgel, Guadalupe estão na rota alcançada pelas mudanças provocadas por esse mega equipamento, que a gente torce para que tenha vida longa, alegre e bem cuidada. A julgar pela lotação que vi por lá, público animado para aproveitá-lo é o que não vai faltar."


























Lu Villela ;)

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